Principais lesões nos tendões


Tendões são estruturas formadas por fibras do tecido conectivo, agrupada em fascículos, separados em tecido conjuntivo frouxo. Estes ligam o músculo, tanto na origem, quanto na inserção à estrutura óssea adjacente. São de comprimento variável, e capazes de suportar grande pressão.

CAUSAS:

  • Sobrecarga quando o atleta / desportista realiza um esforço maior que suas possibilidades reais.
  • Microtraumatismo de Repetição (Overuse) quando a repetição exagerada de um mesmo movimento com ou sem resistência, leva a uma inflamação do tendão.
  • Processo Degenerativo dos Tendões em função do excesso de uso, poderá assim o tendão, passar a um processo degenerativo permanente que poderá inviabilizar prática das atividades.
  • Calcificações aumento no depósito de cálcio na bainha do tendão faz com que apareçam estas calcificações, surgindo assim, tendinites calcáreas e rupturas parciais do tendão.
  • Ruptura perda da solução de continuidade do tendão, por traumatismo direto, e processos degenerativos tendinosos.

Classificação:

Tendinite, Paratendinite e Tendinose, são nomenclaturas usuais. Tendinite é a inflamação "dentro" do tendão.Paratendinite envolve apenas a inflamação da camada externa do tendão. E Tendinose, descreve um tendão com alterações degenerativas significativas. Outro termo empregado é a, Tenossinovite. Do ponto de vista sintomático é muito semelhante ao da tendinite, entretanto, no aspecto da localização, tenossinovite é a inflamação que ocorre nas bainhas sinoviais que envolvem os tendões, responsáveis por reduzirem a fricção no movimento. O processo inflamatório instalado produz subprodutos que são "pegajosos" e proporcionam uma maior aderência do tendão a bainha sinovial, causando dor.

TRATAMENTO:

Dividiremos o tratamento em fase aguda, fase sub aguda e fase de resolução.

Na fase aguda, é a fase mais dolorosa, pela presença dos subprodutos da lesão que ativam as terminações nervosas livres ocasionando a dor.

O tratamento nesta fase é basicamente antiinflamatório e analgésico, sendo recomendados assim:

  • Uso de antiinflamatórios
  • Gelo
  • TENS modo convencional
  • Ultra-Som no modo pulsátil
  • Repouso

Na fase sub aguda, nos quais a dor já terá diminuído. Assim seguem as mesmas condutas antiinflamatórias da fase anterior podendo incluir(observar quadro clínico):

  • Ultra-Som modo contínuo
  • TENS no modo acupuntura
  • Massagem transversa de Cyriax sobre o tendão
  • Mobilização passiva e ativa – assistidas
  • Exercícios de facilitação neuromuscular proprioceptiva
  • Alongamentos

Na fase de resolução, a dor já terá desaparecido quase que totalmente, e sendo assim, o objetivo será a de recuperação da mobilidade articular e da força muscular do paciente. Então incluímos:.

  • Exercícios contra resistência manual
  • Exercícios com pesos
  • Exercícios de propriocepção
  • Exercícios funcionais
  • Alongamentos

Lembrar que em se tratando de atletas, poderá ser realizado um protocolo mais acelerado visando seu retorno as atividades o mais rápido possível.

PRINCIPAIS LESÕES

Membros Inferiores

• Tendinite de Aquiles

• Tendinite do tibial anterior

• Tendinite flexor longo do hálux

• Tendinite tibial posterior

• Tendinite dos fibulares

Membros Superiores

• Tendinite do manguito rotador: supraespinhoso, infraespinhoso, subescapular, redondo menor e tendão da     cabeça longa do bíceps

• Tendinite dos flexores de punho e dedos

• Tendinite dos extensores de punho e dedos

• Tendinite de Quervain

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Epicondilite lateral tratada


Cotovelo de tenista é um termo popularmente utilizado para a "epicondilite lateral", uma tendinite no cotovelo. Não é um termo apropriado, pois não é exclusiva de tenistas. Pode acometer qualquer pessoa que tenha sobrecarga na musculatura envolvida, como os digitadores.


No tênis, a epicondilite lateral é mais comum em tenistas amadores, principalmente por falha de técnica ou sobrecarga. Acomete principalmente um pequeno músculo do antebraço - o extensor radial curto do carpo. Este músculo posiciona o punho em extensão ou o mantém estabilizado, por exemplo, num backhand.


Trata-se de uma dor chata e, se não bem tratada, pode incapacitar o indivíduo até nas atividades diárias como carregar um peso (mala, mochila, copo etc).


Um tratamento conservador, ou seja, que não seja cirúrgico, pode levar até 6 meses. O tratamento começa com a identificação do fator causador da lesão. Pode ser desde um grip pequeno (que leva ao aumento de força de pegada na raquete, sobrecarregando a musculatura) até um erro de técnica.


Após a abordagem da causa, vamos aos sintomas. Podemos dividir o tratamento em duas fases:


1. alívio dos sintomas: podemos utililizar o brace, fisioterapia e fazer uso de medicações sob orientação médica;


2. prevenção de nova lesão: aqui desenvolvemos um programa que envolve alongamentos e exercícios de fortalecimento, além de correções de movimentos.


Em casos em que o tratamento conservador não tiver sucesso, pode-se indicar a cirurgia. O tempo de recuperação após a cirurgia é de 2 a 3 meses.

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Previna uma tendinite de cotovelo


  1. Não se deixe levar pelo entusiasmo e não comece a praticar um esporte sem orientação adequada.
  2. Para os mais idosos, que por sua vez possuem um sistema músculo esquelético mais rígido, sugerimos que iniciem a pratica do esporte com aulas ministradas por um professor competente.
  3. Escolha um material dimensionado ao seu biotipo.
  4. Só inicie a pratica esportiva após aquecimento adequado.
  5. Ao sinal de cansaço faça pausas de repouso ou mesmo interrompa a atividade.
  6. Faça um programa de treinamento adequado e dimensionado para a sua idade.
  7. Ao primeiro sinal de dor e dificuldade, procure um especialista gabaritado.
  8. Não tenha pressa de voltar à atividade até a resolução do processo.
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Prevenção de tendinites


A prevenção da tendinites em muitos casos, pode ser evitada tomando algumas precauções simples, que inclui:

O aumento do nível de exercícios, exige que seja feito de maneira gradual, sem sobrecarga da região envolvida;

Um aquecimento utilizando a musculatura que irá ser forçada em um exercício mais forte;

Cuidado com a frase "sem dor, sem ganho" ("no pain no gain"). A dor é um aviso do corpo para você mostrando que algo não está bem encaminhado

 Use sapatos que se ajustam corretamente, principalmente se você participa de um esporte que requer corrida, como atletismo, tênis ou basquetebol.

Evite atividades, como pintar o teto ou arrumar um armário alto, que requerem períodos prolongados das mãos acima da cabeça. Se você tiver que fazer este tipo de atividade, faça intervalos freqüentes;

Se sua lesão parece estar relacionada à má técnica, peça orientação a seu treinador. 

Para pessoas com epicondilite medial ou lateral relacionada a jogos com raquete, mudar para uma raquete maior pode ajudar a prevenir o retorno da lesão, contanto que a raquete nova não seja mais pesada que a original;


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Musculos que são atingidos pela tendinite de ombro


Um bom texto sobre tendinite no ombro, retirado do site  OrtopediaLupe. Simples, objetivo e fácil de entender. Vale a leitura.

A tendinite é uma lesão inflamatória que se desenvolve nos tendões, podendo se apresentar de forma aguda ou crônica. Com maior freqüência, os casos de tendinite no ombro, são decorrentes de desgaste sofrido pelos tendões durante anos, e que a partir de um determinado momento aparece a dor e/ou limitação de movimentos.
  • AGUDA: ocorre devido algum problema de uso excessivo da articulação (arremessos durante a prática esportiva, o saque no tênis, a cortada no vôlei), ou a um trauma acometendo o ombro (queda).
  • CRÔNICA: resulta da lesão degenerativa, por desgaste repetitivo, ou devido a idade 9 envelhecimento biológico do tendão).

Tendinite do músculo supra espinhal: 

As lesões mais freqüentes da articulação do ombro são as afecções do tendão do músculo supra espinhal (tendopatias com ou sem calcificação ou ruptura). O principal abdutor do ombro é o músculo supra-espinhal , juntamente com o músculo deltóide. A elevação lateral do braço (abdução) leva à diminuição da distância entre o tendão, por um lado, e o acrômio e o ligamento coracoacromial, do outro lado. A solicitação exagerada deste tendão pode ocorrer em diversas modalidades esportivas, provocando uma reação inflamatória. Esta reação inflamatória, acompanhada de edema, provoca fricção da bolsa contra o teto da articulação do ombro, durante os movimentos de abdução do braço entre 60 e 120 graus. Isto implica novos microtraumatismos dos tendões, criando assim um circulo vicioso. O tendão do músculo supra espinhal possui vascularização mais ou menos precária, de modo que as alterações degenerativas se instalem rapidamente. As modalidades de esporte que favorecem esta afecção são principalmente aquelas que apresentam um componente importante de caráter explosivo ou dinâmico. 

Tendinite do músculo infra-espinhal: 

As afecções do tendão do músculo infra-espinhal são menos freqüentes que as lesões do tendão do músculo supra espinhal. A menor freqüência é devida às melhores condições circulatórias locais. Por conseguinte, as alterações degenerativas são mais raras. O músculo infra-espinhal é o músculo mais importante para a rotação externa; inserem-se logo atrás e abaixo da inserção do músculo supra-espinhal. 

Tendinite do músculo subescapular: 

O músculo subescapular é o músculo mais importante para a rotação interna. Seu tendão é largo e achatado e se insere no pequeno tubérculo do úmero; o comprimento do tendão é de aproximadamente 2,5 a 3 cm, em sentido proximal-distal. A inserção tendinosa apresenta configuração piriforme :é mais larga em cima e mais estreita na extremidade inferior.


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Tendinite patelar ou joelho de saltador



A tendinite patelar, também conhecida por joelho do saltador ( jumper's knee ) é 
uma inflamação que acomete o tendão patelar , sendo este parte do mecanismo
extensor do joelho. Caracteriza-se por um quadro doloroso na parte anterior do
joelho.


Algumas atividades , como futebol, basquete e vôlei exercem uma tensão muito
grande no tendão , o qual acaba por apresentar microroturas . Se  estas atividades
forem realizadas em excesso , sem um tempo suficiente para o corpo poder
"cicatrizar" aquelas microroturas , um processo inflamatório se instala .
Inicialmente a dor poderá aparecer apenas após os exercícios ; se não houver um
tratamento adequado a dor se tornará mais intensa e limitará as atividades normais,
podendo progredir inclusive para uma rotura do tendão patelar.


O tratamento inicial consistirá de medidas como remédios anti-inflamatórios , gelo
e fisioterapia. A fisioterapia tem um papel muito importante e consiste basicamente
de um programa de fortalecimento e alongamento da musculatura anterior e
posterior da coxa e da perna. Um período de repouso pode ser necessário e às
vezes algum tipo de "joelheira" poderá ser útil.


Nos casos em que o tratamento conservador não surtir efeito e naqueles caso em
que houver uma ruptura do tendão , o tratamento cirúrgico será necessário.

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Tendinite do tendão de Aquiles


O tendão de Aquiles é o mais resistente dos tendões. Permite-nos flectir o pé e erguermo-nos sobre a ponta dos pés. Durante esforços violentos, pode inflamar-se e por vezes romper-se.

SINTOMAS
Dor na parte de trás do tornozelo, ao nível do tendão, que aumenta com o andar e a compressão do tendão entre o polegar e o indicador. Nódulos se a tendinite for antiga. Incapacidade de se pôr nas pontas dos pés. De manhã, é preciso desentorpecer os pés antes de se conseguir andar. A dor atenua-se de dia e aumenta de noite.

PESSOAS MAIS EM RISCO
Desportistas entre os 25 e os 40 anos, depois de exercícios prolongados em chão duro (corrida, ténis, desportos de salão) ou de participarem numa maratona, e pessoas com mais de 60 anos. Inexistente na criança. Mais frequente no homem do que na mulher.

Porque dói?

- A dor, sobretudo matinal e nocturna, é inicialmente provocada por uma inflamação. Numa segunda fase e na ausência de tratamento, a dor aparece assim que se mexe o tendão (andar, correr, subir escadas) por causa de uma degenerescência fibrosa e nodular do tendão.
- A tendinite aparece depois de uma caminhada prolongada com sapatos inadequados, isto é, muito rasos ou cujo cano irrite o tendão (sapatos de montanha, botas), ou então depois de subir uma cadeira ou um escadote repetidas vezes, ou ainda a prática de jardinagem.

O que pode fazer?

- Procure a causa para a poder eliminar: mude de sapatos ou eleve a posição do calcanhar colocando no interiortalonettes de 1 cm no interior dos sapatos.
- Coloque gelo no tendão várias vezes por dia durante 10 minutos de cada vez.
- Aplique cataplasmas de argila ou de alumina à noite.
- Beba 1,5-2 l de água por dia. O tendão é muito sensível ao estado de hidratação.
- Vá ao médico.

Que tratamentos?

Medicamentos, ortopedia e fisioterapia
- O médico receita anti-inflamatórios orais durante 15 dias e em pomada (em geral, 2 aplicações por dia).
- Fisioterapia anti-inflamatória (ionização de anti-inflamatórios, ultra-sons) e aplicação de gelo.
- Uso de 
talonettes prescritas pelo médico ou compradas na farmácia.
- Reeducação visando o alongamento do tricípete sural (alongamentos da barriga da perna).
O movimento consiste em colocar a perna estendida sobre uma barra horizontal e em flectir o tronco progressivamente sobre ela, de forma a esticar os músculos posteriores da coxa e da perna.

Cirurgia
Uma vez instalada a tendinose (degenerescência fibrosa), o cirurgião regenera o tendão através da técnica de
peignage, quer dizer, libertando as aderências. Este tratamento, reservado para os casos crónicos, dá em geral bons resultados.

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O que é tendinopatia do tendão supra-espinhoso?

 

O músculo supra-espinhoso é encontrado numa região conhecida como fossa supra-espinhal da escápula (aquela conhecida antigamente como "pá do ombro"!); e tem suas dimensões delimitadoras, que é desta região até o início ou cabeça do úmero; este que é o osso que constitui a região do nosso membro superior conhecida como braço (lembrete: o membro superior é formado de braço, antebraço, punho e mão).

A tendinite do músculo supra-espinhoso é uma lesão de característica inflamatória muito comum em nossa população, principalmente na que precisa dos braços para trabalhar. Ela pode ser resultante de inúmeros fatores: uso excessivo e por longo tempo; pegar peso demais; pancadas na região; posições mantidas por muito tempo; entre outros.

Entre os sinais e sintomas que possam caracterizar que você esta sofrendo de tendinite do supra-espinhoso estão

  • dificuldade de levantar o braço a altura da cabeça; de pegar um objeto muito ou pouco pesado (fraqueza e dor);
  • dor ao pentear o cabelo, abotoar o sutiã ou coçar as costas; dor ao apertar o ombro; enfim,
  • dificuldade de realizar qualquer movimento em que seja necessário rodar o braço e/ou levantá-lo acima da cabeça.

O tratamento deste acometimento é simples, porém demorado até se ter uma recuperação total; quando esta é possível. E, dependendo da gravidade do caso, pode ser necessário até uma intervenção cirúrgica neste tendão; sendo estes os casos mais avançados desta patologia.

As fibras do tendão falham quando as cargas aplicadas excedem a sua resistência. O processo começa com alterações no tendão que se denominam de tendinites. As forças a que o tendão do supra-espinhoso está submetido levam a lesões acumulativas. Mesmo quando o tendão se cura, o tecido cicatricial diminui a elasticidade normal do tendão, que pode se tornar insuficiente para o próximo esforço. Os sintomas clínicos de dor e incômodo podem desaparecer sem que haja reparação do tendão.

Os episódios subseqüentes, mesmo quando submetidos a cargas menores do que o defeito inicial, levam a um processo degenerativo que progressivamente causa falha no tendão. O tratamento deve ser feito de acordo com a gravidade da lesão. Nos casos mais leves, o paciente deve repousar, tomar medicação analgésica e antiinflamatória e fazer fisioterapia. Cirurgias só são indicadas nos casos mais severos.

A fisioterapia tem um papel importantíssimo no tratamento deste acometimento; tanto nos casos não cirúrgicos como nos casos cirúrgicos, onde neste último o fisioterapeuta atua antes e depois do procedimento. Entretanto é de fundamental importância que o paciente procure atendimento médico o mais precoce possível, pois quando mais cedo for diagnosticada, a tendinite terá melhor resultado quanto à melhora.

 
 
 
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